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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Não vá minha senhora (moedas ao barqueiro)



Sei que um dia eu vou morrer
Mas não agora, sei, não sei do que,
Nem sei a hora,
Não vá chorar quando chegar a hora
Não vá sorrir quando eu for embora
Não vá sofrer minha senhora
Não vá morrer minha senhora.

Sei que um dia vou morrer
Espero que seja antes de você,
Não suportaria ver você partindo
É de meu costume ver você sorrindo,
Não vá sofre minha senhora
Não vá morrer minha senhora
moedas ao barqueiro


Der moedas para o barqueiro
Quando chegar a hora
Apague a luz quando for embora
Não vá sofrer minha senhora
Não vá morrer minha senhora.


3 comentários:

  1. Oi Mario,

    Excelente poema! A grande questão é que as moedas para o barqueiro são jogadas a esmo e aí é segurar o vento.

    Beijos.

    Lu

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  2. Que profundo, que forte... Bela forma de ver a morte. Adorei e ninguém gostaria de partir antes do teu amado. Conheci teu blog no facebook e estou seguindo.

    http://iasmincruz.blogspot.com/2012/02/super-sorteio.html

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  3. Olá!
    É um grande prazer conhecer seu blog e poder ler o que escreves.
    Acredito que quando escrevemos com prazer conquistamos amigos e fiéis amantes das palavras. Sabemos o quanto é difícil levar a nossa voz, as nossas angustias os nossos sonhos às pessoas. Mas o mais importante é saber que você e eu gostamos daquilo que fazemos.E acreditamos que o mundo pode se tornar bem melhor através de nossos escritos.
    Grande abraço
    Se cuida

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